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[PrimeiraBaixa] Kirchnerismo sofre duro golpe e é derrotado para presidência Argentina

  1. #1

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    Termina a votação na Argentina; boca de urna dá vitória a Macri


    Opositor Mauricio Macri e o peronista Daniel Scioli disputam o cargo.
    Resultados oficiais devem começar a ser divulgados às 20h30


    O empresário Mauricio Macri, ex-presidente do clube Boca Juniors e líder de uma frente de centro-direita, deve ser o novo presidente da Argentina, segundo pesquisas de boca de urna divulgadas pelo jornal "Clarin" e por canais de TV. O jornal diz que o candidato é favorito em todas as pesquisas, com uma diferença que varia de 6 a 20 pontos.
    (ATUALIZAÇÃO: siga a apuração dos votos.)

    Se vencer, Macri sucederá Cristina Kirchner, pondo fim a um ciclo de 12 anos de presidentes de centro-esquerda, que começou com Néstor Kirchner em 2003 e continuou com sua mulher em 2007.
    Pouco antes das 20h30 (horário de Brasília), a Dirección Nacional Electoral divulgou os primeiros dados. Com 0,8% dos votos apurados, Macri tinha 53,5%, e Scioli, 46,5%.
    As pesquisas de boca de urna, feitas nos centros de votação, indicam a tendência de vitória da oposição, mas não divulgam a porcentagem de votos pela proibição eleitoral que rege no país até a divulgação dos primeiros resultados oficiais provisórios.

    A votação do primeiro segundo turno para eleições presidenciais na história da Argentina foi encerrada às 18 horas (19 horas de Brasília). Cerca de 32 milhões de eleitores eram esperados para optar entre o liberal Mauricio Macri e o peronista de centro Daniel Scioli, candidato governista.

    Segundo as autoridades eleitorais, o dia transcorreu com normalidade, com um índice de participação de 74% dos eleitores convocados.

    O G1 apurou que, no consultado argentino no Rio, Macri venceu com 74% dos votos.
    A expectativa é de que o vencedor seja conhecido ainda neste domingo (22), segundo Alejandro Tullio, diretor da Dirección Nacional Electoral, órgão responsável pelas eleições argentinas.
    O novo presidente tomará posse do cargo no próximo 10 de dezembro.

    Cautela

    Apesar de satisfeita com os primeiros resultados de boca de urna, pouco antes do início da divulgação oficial dos votos, a equipe de Mauricio Macri dizia que era preciso ter calma.

    "Estamos muito felizes com o que aconteceu hoje na Argentina, mas temos que ir passo a passo. A eleição não termina até que as atas estejam entregues", disse Marcos Peña, braço direito do candidato opositor, diante de centenas de militantes já reunidos com a aliança Mudemos à espera dos resultados oficiais.

    Já o chefe da campanha de Daniel Scioli, Alberto Pérez, afirmou que "a democracia venceu" neste domingo, mas evitou comentar as pesquisas. "Vemos que há pressa de alguns lados, é lógico, mas vamos levar em consideração que os fiscais ainda estão nas apurações", enfatizou.

    Mesário exibe cédulas eleitorais do segundo turno das eleições presidenciais argentinas, em Villa La Nata, Tigre, na província de Buenos Aires, no domingo (22) (Foto: AFP Photo/Alejandro Pagni)

    O dia dos candidatos

    Mauricio Macri, candidato opositor e líder nas pesquisas, votou em meio a um caos de jornalistas e simpatizantes em uma escola de Palermo, bairro de classe média de Buenos Aires. No primeiro turno, em 25 de outubro, ele obteve 37% dos votos.
    Já o candidato da frente governista, Daniel Scioli, compareceu a seu local de votação em Villa la Ñata, na periferia de Buenos Aires, onde havia mais jornalistas que eleitores. Com 34,1% no primeiro turno, ele contrariou todas as pesquisas que apontavam uma diferença de 8 pontos entre os candidatos.

    A presidente Cristina Kirchner votou em Rio Gallegos, na província de Santa Cruz e falou por quase meia hora à imprensa. "O futuro será o que os argentinos quiserem. Que os argentinos definam com memória e a certeza de que nada é para sempre. É preciso refletir sem ódio, sem rancor, com amor e alegria, mas que a alegria não nos esqueça do que se passou", disse.

    Origens

    Se Macri conquistar a presidência, será a primeira vez, desde que se instituiu o voto, em 1916, da vitória de um candidato civil que não pertence nem ao partido peronista nem ao radical socialdemocrata, as duas grandes forças populares, em 100 anos de vida política na Argentina.

    Os dois candidatos têm origens familiares semelhantes, são da mesma geração e alegam ser bons amigos, mas defendem modelos de país diferentes em temas fundamentais para a sociedade argentina.


    56 anos, engenheiro
    Prefeito de Buenos Aires
    Macri se apresenta como a "verdadeira mudança", mas baseou sua campanha eleitoral em discutir questões formais. Promete dialogar e propõe união, mas evita definições políticas. O conservador defende a abertura de investimentos estrangeiros, a diminuição da inflação para um dígito em dois anos e o levantamento dos limites das exportações do setor agropecuário. Também diz que vai criar uma agência nacional contra o crime organizado e desenvolver um sistema de estatísticas criminais.

    Acusado de formação de quadrilha em um caso de espionagem ilegal, Macri tentou fazer com que a justiça argentina suspendesse o processo durante a campanha, mas não conseguiu. Filho de um conhecido empresário, sua passagem à política aconteceu também após se tornar uma figura conhecida no âmbito esportivo: foi presidente do Boca Juniors. Durante a campanha, tentou se desprender da imagem de empresário milionário e capitalista.
    Candidato Daniel Scioli durante votação nas eleições deste domingo (25) em Buenos Aires, Argentina (Foto: ReutersMartin Acosta)

    Daniel Scioli é o candidato governista nas eleições presidenciais (Foto: ReutersMartin Acosta)

    Daniel Scioli (Frente para la Victoria)
    58 anos, empresário e atleta

    Governador da província de Buenos Aires
    Scioli se apresenta como a continuidade a 12 anos de gestão "kirchnerista", mas com um estilo diferente da confrontação permanente adotado pela presidente Cristina Kirchner. O candidato afirma que corrigirá o rumo do atual governo, mas sem cair nas políticas liberais, que representam uma "volta ao passado".

    Scioli promove uma "agenda nacional do desenvolvimento". Ele defende baixar a inflação a um ritmo de 5 pontos percentuais por ano para alcançar nível de um dígito em 4 anos, diminuição de impostos para exportação de grãos e implementação nacional de forças policiais locais que complementam a polícia da província.

    Colaborou com peronistas das mais diferentes tendências, desde o liberal Carlos Menem ao falecido Néstor Kirchner. Entrou para a política através de Menem quando já era conhecido no país por sua atividade como piloto de corridas de barco, esporte no qual chegou a ganhar um campeonato mundial após perder seu braço direito em um grave acidente.

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/20...iz-jornal.html

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  3. #2

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    Não conheço profundamente os dois, mas parece uma disputa entre Pezão e Crivella.

  4. #3

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    Tchau, Sra. K, já vai tarde!

  5. #4

  6. #5

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    Já tem o resultado oficial?

  7. #6

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    Chora Foro de São Paulo.

  8. #7

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    Um mês atrás a imprensa dava como certa a vitoria da situação.

  9. #8

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    É um pouco menos socialista, então tá bom.

  10. #9

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    Macri virtualmente eleito.
    85% das urnas apuradas, 52,5% para Macri.

  11. #10

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    Governador da província de Buenos Aires
    Scioli se apresenta como a continuidade a 12 anos de gestão "kirchnerista", mas com um estilo diferente da confrontação permanente adotado pela presidente Cristina Kirchner. O candidato afirma que corrigirá o rumo do atual governo, mas sem cair nas políticas liberais, que representam uma "volta ao passado".

    Scioli promove uma "agenda nacional do desenvolvimento". Ele defende baixar a inflação a um ritmo de 5 pontos percentuais por ano para alcançar nível de um dígito em 4 anos, diminuição de impostos para exportação de grãos e implementação nacional de forças policiais locais que complementam a polícia da província.
    Ah...pqp hein. Não mudou praticamente nada então, é mais simbólico.
    Sai esquerda, entra esquerda...

  12. #11

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    Ah...pqp hein. Não mudou praticamente nada então, é mais simbólico.
    Sai esquerda, entra esquerda...
    Viva la revolución!

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  14. #12

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    Ah...pqp hein. Não mudou praticamente nada então, é mais simbólico.
    Sai esquerda, entra esquerda...
    Você está se referindo ao indicado de Kirchner, que perdeu as eleições.

  15. #14

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    Você está se referindo ao indicado de Kirchner, que perdeu as eleições.
    Ufa, menos mal...isso que dá querer fazer quase uma "leitura dinâmica".
    Lendo melhor, o texto me pareceu propositalmente pouco esclarecedor...com a informação fornecida sobre o vencedor não dá para tirar praticamente nenhuma conclusão sobre ele.

  16. #15

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    Tomara que essa "moda pegue" e já sentimos reflexos disso em 2016.

  17. #16

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    A corrente da Kirchner perdeu?
    Agora sim vai rolar o impeachment da Dilma...

    VIVA CUNHA!

  18. #17

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    Não passarão?





    Ih, passou!

  19. #18

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    Moro em Buenos Aires. Vocês não têm ideia do sentimento de alívio e alegria que está aqui, não da pra explicar!



    Que dias melhores e mais importante MAIS LÚCIDOS venham para esse país!

  20. #19

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    Veja o que o novo presidente argentino eleito defende em relação a temas-chave:


    Eliminará a banda cambial assim que assumir. Propõe abrir a economia. Nega uma 'mega-desvalorização' e diz que o atual governo "já desvalorizou de 3 para 15 pesos", atual preço do dólar no mercado paralelo. Considera que o preço do dólar deve ser fixado "pelo mercado". Afirma que vai liberar as importações e eliminar as retenções sobre as exportações agrícolas, exceto a soja. Promete chegar à "pobreza zero" com crescimento e obras de infraestrutura. Pagará os fundos especulativos para voltar aos mercados financeiros.


    Durante a campanha prometeu ampliar os auxílios às famílias e manter os programas sociais. Defende as empresas estatizadas (YPF e Aerolíneas Argentinas) mas votou contra a estatização. Reduzirá o gasto público e eliminará subsídios aos serviços de luz, água e gás.


    Promete uma virada na política externa. Buscará retomar as relações com os Estados Unidos e a Europa como prioritárias. Revisará a aproximação com China e Rússia, países que Kirchner converteu em sócios estratégicos. Quer "descongelar" as relações com Grã-Bretanha, abaladas pelo conflito envolvendo as Ilhas Malvinas. Defende o "abandono do eixo bolivariano" e o pedido para que o Mercosul execute a "cláusula democrática" para suspender a Venezuela.


    Defende a eliminação dos acordos paritários e a remuneração da produtividade com base nos empregadores. Promete devolver o imposto de renda pago pelos trabalhadores.


    Uma vez defendeu "deixar de olhar para trás e acabar com a questão dos direitos humanos", mas na campanha negou terminar com os julgamentos.

  21. #20

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    Defende o "abandono do eixo bolivariano" e o pedido para que o Mercosul execute a "cláusula democrática" para suspender a Venezuela.

    It's beautiful...

    Só falta o maduro perder a casa legislativa. Aí restará apenas a mentirosa...

  22. #21

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    Defende o "abandono do eixo bolivariano" e o pedido para que o Mercosul execute a "cláusula democrática" para suspender a Venezuela.

    It's beautiful...

    Só falta o maduro perder a casa legislativa. Aí restará apenas a mentirosa...
    Eu acho que o nosso legislativo já estava pronto para o fim do populismo.

    Na verdade, penso que estávamos prontos para sair do populismo. Legislativo, judiciário, a economia, etc.

    Infelizmente tomamos esse revés no executivo federal. A ganância pelo poder fez a Dilma conquistar algo, na base do atropelo, que nem mesmo ela queria, rs.

    Infelizmente agora temos que esperar até 2018.

  23. #22

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    Eu acho que o nosso legislativo já estava pronto para o fim do populismo.

    Na verdade, penso que estávamos prontos para sair do populismo. Legislativo, judiciário, a economia, etc.

    Infelizmente tomamos esse revés no executivo federal. A ganância pelo poder fez a Dilma conquistar algo, na base do atropelo, que nem mesmo ela queria, rs.

    Infelizmente agora temos que esperar até 2018.
    Não foi atropelo, foi mentira mesmo kkk

    E ainda aguardo sua queda. Só precisamos tirar o Cunha antes.

  24. #23

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    A América Latina se encaminha para finalmente conseguir se libertar desse populismo barato
    Que em 2018 seja a nossa vez.

  25. #24

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    Afirma que vai liberar as importações


    Espero que faça isso mesmo. Acabe com as barreiras alfandegárias. O Mercosul, vulgo Brasil, agradece

    No mais, fiquei surpreso pela oposição ter ganhado com tão pouca margem. O Kirchnerismo praticamente faliu o país

  26. #25

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    Uma vez defendeu "deixar de olhar para trás e acabar com a questão dos direitos humanos", mas na campanha negou terminar com os julgamentos.
    Não entendi essa. Se refere à ditadura argentina? WTF é acabar com a questão dos direitos humanos?

    De resto, parecem ótimas alterações.

    Alguém sabe qual o posicionamento de Macri quanto à imigrações? O fantástico juiz da Suprema Corte argentina, Eugenio Zaffaroni, criticou duramente o posicionamento dele, dizendo se tratar de um discurso detestável, com o intuito de ganhar votos. Completa com "Hitler ganhou muitos votos" (posteriormente ele afirma não está comparando Macri à um genocida, mas quer apenas alertar para o "ovo da serpente).

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