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E-Sports do Brasil: Jogadores móveis são mais propensos a jogar jogos competitivos

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O mercado brasileiro de games está em alta. Só no ano passado, os 81,2 milhões de jogadores do Brasil ajudaram a gerar receitas de US $ 1,6 bilhão. E o potencial de crescimento é promissor para os próximos anos, quando a infraestrutura de rede do país está no caminho certo para melhorias adicionais.

Neste artigo, discutiremos o que diferencia os jogadores brasileiros de dispositivos móveis, bem como os tipos de experiências de jogo que eles estão jogando. Usaremos os EUA como ponto de comparação, por ser um país com características parecidas com o nosso.

Embora o Brasil seja um importante mercado global de jogos, os preços de seus consoles e PCs para jogos estão entre os mais altos do mundo. Portanto, a maioria dos jogadores no Brasil opta pelo celular, onde a barreira de entrada é muito menor.

Na verdade, o estudo feito pelo Consumer Insights, mostra que 70% da população online no Brasil joga no celular contra 61% do total da população online nos Estados Unidos. E há muitos fatores que fazem os jogadores de celular do Brasil se destacarem. Um dos fatores é a velocidade de internet nos computadores ser baixa no país. Com a adaptação ao mundo online pós pandemia, é importante sempre fazer um teste de internet para assegurar a participação em reuniões e campeonatos importantes.

Também devido às altas barreiras de entrada no console e no PC, os gamers móveis brasileiros são mais propensos a se identificar como gamers core. Mais de um terço (38%) dos jogadores móveis no Brasil se veem como núcleo, em comparação com apenas 27% dos jogadores móveis nos EUA.
Enquanto os jogadores móveis dos EUA tendem a preferir gêneros casuais como quebra-cabeças, jogos e arcade, os jogadores móveis no Brasil são mais propensos a jogar jogos móveis competitivos , incluindo estratégia, corrida e títulos de tiro.

Outros tipos competitivos que se destacam para os jogadores brasileiros são Battle Royale (25% contra 14% dos jogadores de celulares nos Estados Unidos) e esportes (26% contra 15% dos jogadores de celulares nos Estados Unidos).
Essa competitividade também se reflete nas razões pelas quais os jogadores brasileiros de celulares jogam. Um quarto dos jogadores de celulares brasileiros joga jogos pelo aspecto competitivo e gosta de vencer os outros, enquanto apenas 19% dos jogadores de celulares dos Estados Unidos afirmam isso como um motivo para jogar. O que fala muito da essência de cada país e como os jogadores e o objetivo pelo qual cada um joga, é diferente. Por exemplo, no Brasil, o uso de plataformas de jogos na própria televisão, como o caso da Sky TV, influencia no fato de termos menos jogadores sem ser por meios competitivos.

Agora que exploramos por que os jogadores de celular no Brasil gostam de jogar - e que eles prosperam na competição - vamos voltar os holofotes para como os editores podem atender os jogadores de celular do Brasil.
Olhando para a mecânica do jogo, o que diferencia os jogadores brasileiros é seu interesse nas possibilidades de desenvolvimento de personagens (36% contra 26% dos jogadores de celulares nos Estados Unidos) e um cenário de ficção científica (23% contra 14% dos jogadores nos Estados Unidos).

Vitalmente, os jogadores brasileiros de celulares não estão muito interessados em aspectos casuais em jogos, uma prova de que gostam de midcore e experiências competitivas na plataforma. Em vez disso, eles tendem a valorizar os seguintes aspectos: somente 18% dos jogadores brasileiros de celulares consideram as possibilidades de solução de quebra-cabeças atraentes, em comparação com impressionantes 42% dos jogadores de celulares nos Estados Unidos.

Dadas essas preferências, muitos jogadores de e-sports no Brasil provavelmente estariam interessados em experimentar bibliotecas de jogos no console e no PC (onde essas experiências ocupam o centro do palco). Para isso, o governo brasileiro introduziu uma redução de impostos para consoles, jogos e hardware no mês passado.

Em termos de comparação, esses produtos ainda são muito mais caros no Brasil do que em outros lugares, portanto, pelo menos a curto prazo, esperamos que os jogadores de celular do Brasil continuem jogando por meio de seus smartphones.

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Atualizado 17-12-2020 em 13:21 por fabioquesada

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